Interruptor diferencial residual

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Interruptor diferencial residual BIR — o dispositivo que protege a pessoa, não o condutor.

Como ele enxerga o que o disjuntor não vê
O IDR compara a corrente que entra no circuito com a que volta. Em condição normal, as duas são iguais. Se parte da corrente foge por outro caminho — pelo corpo de alguém, por uma isolação danificada, pela carcaça de um equipamento — a diferença aparece, e o IDR desarma. O disjuntor, nesse caso, não vê nada: para ele a corrente total pode estar perfeitamente dentro da nominal.

A sensibilidade decide para que serve
30 mA é a faixa de proteção de pessoas. Valores mais altos, como 300 mA, servem à proteção contra incêndio por corrente de fuga — protegem a instalação, não quem encosta.

O teste mensal não é formalidade
O botão de teste existe porque o mecanismo pode travar com o tempo sem que ninguém perceba. Um IDR que nunca desarmou pode ser um circuito impecável — ou um IDR que não funciona mais. Só o teste distingue os dois casos.

Disparos "sem motivo"
Fuga natural acumulada de vários equipamentos no mesmo IDR, umidade em circuito antigo e filtro de equipamento eletrônico somam corrente de fuga. Desarme repetido raramente é defeito do dispositivo: quase sempre é a instalação avisando.

IDR e disjuntor são complementares
Um responde ao curto e à sobrecarga; o outro, à corrente que fugiu. Nenhum dos dois cobre o que o outro cobre.

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