Dispositivo de proteção contra surtos

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Dispositivos de proteção contra surtos: BPS, BPSB e BPSM.

Contra o que ele protege
Contra sobretensão transitória — o pico de milhares de volts e poucos microssegundos que entra pela rede em descarga atmosférica próxima, em manobra de concessionária ou em chaveamento de carga grande. É outro fenômeno, e o disjuntor não faz nada a respeito: quando ele reagiria, o surto já passou e já queimou o que tinha que queimar.

Onde o DPS se tornou indispensável
Em qualquer instalação com eletrônica: CLP, inversor, fonte chaveada, instrumento de medição, rede de dados. São exatamente os componentes que menos toleram sobretensão e mais custam para repor — sem contar a parada de produção.

O que conferir
A classe — a que recebe o surto na entrada da instalação e a que protege o quadro interno têm requisitos diferentes, e em instalação grande as duas coexistem, coordenadas.
A tensão máxima de operação contínua, compatível com a tensão da rede.
O esquema de aterramento da instalação, que define como o DPS é ligado.

DPS tem vida útil, e ela é visível
Cada surto absorvido consome um pouco do dispositivo. A maioria traz indicador de fim de vida — uma janela que muda de cor ou um contato de sinalização. DPS com indicação de fim de vida não protege mais nada, e trocá-lo é manutenção, não melhoria. É o componente que mais se encontra instalado, esquecido e já esgotado.

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