Indutivo, capacitivo, fotoelétrico, magnético ou ultrassônico: qual detecta o quê, a que distância, e como não errar a escolha.
Sensor de proximidade é um componente que detecta a presença de um objeto sem contato físico. Isso significa nenhuma peça móvel se desgastando, o que dá a ele uma vida útil muito maior que a de uma chave fim de curso mecânica. A dificuldade não é entender para que serve — é escolher a tecnologia certa, porque cada uma enxerga um tipo de coisa e ignora as outras.
Este guia compara as cinco tecnologias da linha BHS e mostra como chegar no modelo certo a partir de três perguntas: o que você precisa detectar, a que distância e em que ambiente.
Comparativo das tecnologias
| Tecnologia | Detecta | Distância de detecção | Alimentação | Proteção | Melhor aplicação |
|---|---|---|---|---|---|
| Indutivo (linha LM) | Apenas metais (materiais ferrosos) | 1 a 15 mm conforme diâmetro M8 a M30 | 6~36 Vcc 90~250 Vca | IP67 | Contagem e posicionamento de peças metálicas |
| Capacitivo (linha CM) | Praticamente tudo: plásticos, líquidos, pós, madeira, grãos e metais | 5 a 15 mm com ajuste por potenciômetro | 6~36 Vcc 90~250 Vca 20~240 Vcc/Vca | IP67 | Nível em silo e tanque, detecção através de parede não metálica |
| Fotoelétrico (linha G18) | Qualquer objeto que interrompa ou reflita luz | 100 mm a 5.000 mm conforme o sistema | 10~30 Vcc 90~250 Vca | IP67 cabo IP66 conector | Longas distâncias, esteiras, portões e barreiras |
| Magnético (linha BSM) | Campo magnético de ímã permanente | 10 mm 20 e 30 mm conforme o acionador | 5~24 Vcc | IP67 | Fim de curso de cilindro pneumático, posição de porta |
| Ultrassônico (linha BUB) | Qualquer material, inclusive transparente | 50 mm a 3.000 mm | 10~30 Vcc | IP65 | Medição de distância e nível, objeto transparente ou brilhante |
Dados dos catálogos técnicos BHS das respectivas linhas. As faixas indicam os extremos da linha; cada modelo tem um valor nominal específico, com tolerância de ±10%.
No indutivo, a distância sensora nominal acompanha o diâmetro da rosca e cada porte tem duas opções, embutida e não embutida: M8 1 ou 2 mm · M12 2 ou 4 mm · M18 5 ou 8 mm · M30 10 ou 15 mm. No capacitivo, que só existe em M18 e M30, são 5 ou 8 mm no M18 e 10 ou 15 mm no M30, com ajuste por potenciômetro. É a rosca que limita o alcance — não adianta pedir mais distância no mesmo diâmetro.

As três perguntas que definem a escolha
1. O que você precisa detectar?
É a pergunta que elimina mais opções de uma vez. Se o alvo é metal, um
sensor indutivo resolve — é o mais barato, o mais robusto e o mais imune a sujeira, porque nada além de metal o sensibiliza. Poeira, óleo e água passam na frente dele sem acionar.
Se o alvo não é metal — plástico, líquido, papel, grão, madeira — o indutivo está descartado e o caminho é o sensor capacitivo. Ele detecta variação de capacitância, e por isso enxerga praticamente qualquer material. Tem até um truque útil: consegue detectar através de uma parede não metálica, o que permite medir nível em tanque plástico sem furar o tanque.
Se o alvo é transparente ou muito brilhante, atenção: o fotoelétrico pode falhar, porque o vidro deixa a luz passar e a superfície polida espalha o feixe. É o caso clássico do
sensor ultrassônico, que trabalha com som e não se importa com a aparência do objeto.
E se o que se quer detectar é a posição de um cilindro pneumático, a resposta é o
sensor magnético — cilindros preparados para sensoriamento já saem de fábrica com ímã no êmbolo, e o sensor lê esse campo através da parede de alumínio, sem furar nada.
2. A que distância?
Aqui existe uma regra que economiza muita dor de cabeça: sensor de proximidade é para curta distância. Indutivo e capacitivo trabalham na casa dos milímetros — 15 mm é o teto da linha, e só nos modelos de 30 mm de diâmetro. Se você precisa de 5 cm, já não é caso de proximidade.
De 10 cm para cima o terreno é do
sensor fotoelétrico, que vai de 100 mm no modelo difuso até 5 metros no sistema de barreira. E quando além de detectar você precisa saber a distância, e não apenas se o objeto está lá, o ultrassônico é o único com saída analógica de 0-10 V ou 4-20 mA, que entrega a medida ao CLP.
3. Em que ambiente?
Praticamente toda a linha é IP67 — protegida contra poeira e contra imersão temporária. Isso cobre a maioria dos ambientes industriais, inclusive lavagem. Duas exceções merecem atenção: os fotoelétricos com conector são IP66, e os ultrassônicos são IP65.
Temperatura também separa: indutivos, capacitivos e magnéticos trabalham de -25 °C a 70 °C, enquanto os fotoelétricos ficam numa faixa mais estreita, de -10 °C a +55 °C. Em câmara fria ou perto de forno, isso decide.
Embutido ou não embutido: a diferença que muda a distância
Nos indutivos e capacitivos, cada diâmetro tem duas versões, e a diferença aparece na distância de detecção. O embutido (ou faceado) pode ser montado rente à chapa metálica, com o corpo todo dentro do furo — em troca, detecta menos. O não embutido (ou saliente) precisa de uma área livre em volta da face sensora, e por isso enxerga mais longe.
O CM18 ilustra bem: na versão embutida a distância nominal é 5 mm; na não embutida, 8 mm. Mesmo diâmetro, mesma linha, quase o dobro de alcance — decidido pelo modo de montagem.

Saída NPN ou PNP, NA ou NF
Duas escolhas elétricas que não mudam o que o sensor detecta, mas precisam bater com o seu comando.
NPN e PNP definem como o sensor chaveia: o NPN comuta o negativo, o PNP comuta o positivo. Quem manda na escolha é a entrada do seu CLP ou do seu comando — consulte a especificação do equipamento antes de comprar, porque ligar o tipo errado simplesmente não aciona. Na dúvida, informe o modelo do CLP na hora do pedido que a gente confere junto.
NA e NF definem o estado de repouso: o normalmente aberto fecha o contato quando detecta; o normalmente fechado abre. Boa parte dos modelos da linha traz 1NA + 1NF no mesmo sensor, o que resolve os dois casos com um só código.
Um detalhe que evita retrabalho
A distância nominal (Sn) tem tolerância de ±10% e ainda varia com o tamanho e o material do alvo — o valor de catálogo considera um alvo padrão de aço. Alumínio, latão e cobre são detectados a distâncias menores. Na dúvida, dimensione com folga: escolha o sensor cuja distância nominal seja confortavelmente maior que a distância real de trabalho.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre sensor indutivo e capacitivo?
O indutivo detecta somente metais; o capacitivo detecta praticamente qualquer material, incluindo plásticos, líquidos, pós e madeira. Na prática: se o alvo é metálico, o indutivo é a escolha mais econômica e mais imune a interferência. Se não é metálico, o capacitivo é o caminho.
Sensor capacitivo detecta metal também?
Sim. O capacitivo detecta metais além dos demais materiais — ele é mais abrangente que o indutivo, não uma alternativa a ele. A razão para ainda usar indutivo com alvos metálicos é justamente a especificidade: como ele só responde a metal, não é acionado por acúmulo de água, óleo ou poeira na face.
Qual sensor usar para detectar líquido dentro de um tanque?
Capacitivo, se a parede do tanque não for metálica — ele detecta o líquido através da parede, sem furar o reservatório. Para tanques metálicos ou medição contínua de nível a distância, o ultrassônico é o indicado, com a vantagem da saída analógica que informa o nível em valor, não apenas cheio ou vazio.
Qual a diferença entre sensor embutido e não embutido?
O embutido pode ser instalado rente à superfície metálica e detecta a uma distância menor. O não embutido precisa de área livre ao redor da face sensora e alcança mais longe — no CM18, 5 mm embutido contra 8 mm não embutido.
Como escolher entre NPN e PNP?
Pela entrada do equipamento que vai receber o sinal. O NPN chaveia o negativo e o PNP chaveia o positivo — a especificação do seu CLP ou do seu comando é que decide qual usar. Se tiver dúvida, informe o modelo do equipamento no pedido que a nossa equipe confere a compatibilidade antes de faturar.
Sensor fotoelétrico funciona com objeto transparente?
Com limitações. Vidro e plástico transparente deixam boa parte da luz passar, o que reduz a confiabilidade da detecção. Para esses casos, o ultrassônico é mais indicado, porque trabalha com onda sonora e não depende de como o objeto reflete a luz.
Qual sensor detecta a posição do pistão em cilindro pneumático?
O magnético. Cilindros pneumáticos preparados para sensoriamento saem de fábrica com ímã permanente no êmbolo, e o sensor magnético lê esse campo através da parede de alumínio, sem contato nem furação. Se o seu cilindro não tiver ímã, confirme antes de especificar.
Os sensores da BHS
Toda a linha está em pronta entrega. Clique na família para ver os modelos, as fotos e as fichas técnicas:
| Família | Modelos disponíveis | Quando usar |
|---|---|---|
| Sensores indutivos | LM8, LM12, LM18, LM30, LMF7, LMF37, LMF380, PR08, PR12, PR18, BLME18, BLME30 | Alvo metálico, curta distância |
| Sensores fotoelétricos | G18 (cabo e conector), E18 (cabo e conector), G74, BFQ50, BZJ, BSFO fibra óptica | Distâncias de 10 cm a 5 m |
| Sensores capacitivos | CM18, CM30, BSC-18P | Alvo não metálico, nível em tanque |
| Sensores magnéticos | BSM12, BSM18, BSM30 e acionador BAM | Posição em cilindro pneumático |
| Sensores ultrassônicos | BUB | Medir distância, objeto transparente |
Veja também a linha completa de sensores, que inclui ainda sensores de temperatura e encoder incremental.
Não tem certeza de qual modelo pedir?
Nossa equipe técnica ajuda a definir o sensor certo a partir da sua aplicação — material do alvo, distância de trabalho, tensão disponível e tipo de entrada do CLP.
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Especificações extraídas dos catálogos técnicos BHS das linhas LM (indutivo), CM (capacitivo), G18 (fotoelétrico), BSM (magnético) e BUB (ultrassônico). Valores conferidos diretamente nas tabelas dos catálogos. Em caso de dúvida na especificação, consulte nossa equipe técnica antes da compra.


